terça-feira, 12 de julho de 2011

Lumberjack


Why did you enter my life? To make me taste happiness and then put it away from me? Why did you put so much dimes on me? To make me believe in us?

Look at me now. I’m still believing in our future, but which future?

I’m feeding myself with memories, but memories can’t make a body stay up.

Why did you said me to wait? Why did you said me to forget you after?

Why did you lie to me?

You must response for all the feelings you make people feel. It’s so easy to create love and then don’t be there to see when it crushes.

I feel as a dirty dog in a corner waiting for a piece of meat. My eyes have the same supplication. Can’t you see I say the truth?

Can’t you see I’m dying here?

I’d do anything for you. I planned one thousand possible happy endings for us, but I never stop to think about a bad one. I can’t survive this sad end.

I took months to understand how much I love you. Don’t ask me to learn to forget you in few days.

Don’t ask me to learn to forget you someday.

Broken loves never end. We keep a whole life asking ourselves how would it be in the end. Broken loves are only buried. Broken loves are still seeds.

Just give it a drop of water, and you will surprise when you see the tree reaching the sky.

You’ve got a seed buried six feet under my skin, inside my heart.

Too bad it’s lost in a endless desert now.

Maybe the water never comes.

domingo, 3 de julho de 2011

Por amor às causas perdidas.

Nunca fui de lembrar datas. Nesse último ano, nem mesmo meu aniversário eu lembrava, até a véspera. Nunca fui de me importar muito com o que os outros pensavam. No geral, eu estava tentando convencê-los sobre o que EU pensava. Nunca havia permitido que alguém chegasse tão perto antes e, depois que deixei, não soube o que fazer.
Você sempre lembrava as datas. Você se importava com o que eu pensava. Na verdade, você se permitia convencer só pra me agradar, mesmo que isso lhe fizesse doer o coração. Você já chegou assim tão perto de tantas outras pessoas, que talvez nem saiba o bem que me fez.
Graças a você, eu me lembro da data. Graças a você, eu sei que o que você pensa pode ser tão importante e certo quanto o que eu penso, ou até mais.
Então me diz quantas lágrimas eu preciso derramar pra poder voltar um segundo no tempo? Pode dizer, por você eu sou capaz de derramar todas, só pra voltar no tempo. Choro todas elas, só pra ter a chance de fazer tudo diferente.
Dizem que amor que é amor não faz ninguém mudar. Eu concordo. Você nunca me fez mudar. Você me fez amadurecer, sair do mundinho que eu vivia e conhecer algo totalmente novo, que agora não tenho mais.
Eu queria arrancar você da minha vida, mas isso é impossível. É impossível esquecer seu cheiro, seu carinho, sua presença, sua ausência.
Também não sou de rezar, mas eu rezo pra me manter vivo. Eu me apego a cada fragmento de esperança que eu enxergo, tentando não afundar. É uma pena que eles estejam cada vez mais raros.
Ainda existe algo da gente nesse seu coraçãozinho que eu machuquei tanto? Acho que nunca vou saber a resposta. Acho que nunca vou parar de me perguntar também. Por que tem que ser tudo tão do avesso?
Diz que ainda existe. Será como um bote salva-vidas pra mim, ou um raio de luz, ou uma risada de criança. Diz que eu ainda tenho chances de ser feliz. Eu só preciso disso, e tudo vai ser diferente, vai ser mais intenso, mais verdadeiro.
Ou diz que não existe, e me mata logo. Não me deixe nessa meia vida, que é o pior de tudo. A esperança de um coitado que não sabe que aquilo que espera nunca virá é dolorosa demais. Ter amor a uma causa perdida que nem o maior dos milagres é capaz de fazer vencer é doloroso demais.
Eu achava que estava bem antes de você, mas, depois que te conheci, não consigo me imaginar da mesma forma. Existe algo que bata aí dentro do seu peito?
No meu bate, cada vez mais fraco, cada vez mais fundo, cada vez mais dolorido.
Não que eu pense que você um dia lerá o que escrevo. Talvez seja só uma válvula de escape, ou uma daquelas cartas que os loucos escrevem antes de porem fim à própria vida. Por mais que eu não me mate, viver desse jeito não é muito diferente da morte.
Eu amo nossa causa perdida.
Eu amo você.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Batismo.

Imagine-se no topo de uma cachoeira, com a temperatura à beira de 0º C, olhando a queda d'água perder a luta contra o gelo. Imagine-se nu nesse lugar. Veja-se com a respiração condensando e perceba que você não sente mais seus dedos de tanto frio.

Mergulhe na água.

Não feche os olhos. Veja a cor deixar seu corpo. Sinta sua pele se dilacerando como se um milhão de agulhas lhe penetrassem a alma. Resista até o último instante, até que a morte esteja cara a cara com você.

Então emirja.

Não sabe que deve conhecer a si mesmo? Não sabe que só você deve conhecer a si mesmo? Não sabe que, o íntimo, o último muro, a alma, são só seus e não lhe é dado compartilhar com mais ninguém?

Pois saiba. Nenhum ser humano – nenhum – merece ver sua alma. Aquele que a vê te tem nas mãos, e você não mais é senhor das próprias emoções. Percebe o perigo, a maldição? Percebe quão irremediável é a falha? Percebe quão idiota foi ao fazer isso?

Você nunca mais será a mesma pessoa.

E é por isso que você está aí, mergulhado em quase-gelo. Você está sendo batizado.

Você está se tornando uma nova pessoa. Não se pode ser o mesmo quando lhe arrancam a alma. Não se pode ser uma pessoa sem alma.

Talvez lhe devolvam a sua. Não conte com isso. Não queira sua alma de volta.

Cada atitude lhe transformará em um novo ser. Não dê passos para trás. Cada atitude lhe transformará em um novo ser. O tempo dirá se é um anjo ou um demônio.

Saia da água.

Seu novo eu está prestes a despertar.

sábado, 4 de junho de 2011

Maldita dávida de falar.

Existe um velho ditado popular que diz que quem fala o que quer, escuta o que não quer.
Eu estou trabalhando em duas possíveis novas versões para ele.
A primeira, mais amena, diz: "quem fala o que quer não escuta resposta."
É uma espécie de filosofia de vida, sabe?
Eu tenho tantos argumentos, mas o melhor deles, definitivamente, é ignorar.
É parar de se importar.
Não vale a pena discutir quando se está certo.
Deixe que a pessoa, idiotamente, reconheça o erro da maneira mais dolorosa possível, ou até mesmo quando for tarde demais.
Se ela se importa com você, ela volta atrás no que disse.
Se ela não se importar, ela não volta, e então você vai ter abreviado uma coisa que nunca teria um futuro promissor, afinal, ela não se importava com você.
A segunda, bem mais perigosa, eu vou usar só em um momento.
Num momento em que eu tiver a certeza de que nada mais tem volta.
Por enquanto, deixe que digam, vou ignorar enquanto for suportável.
Quando não mais o for, simplesmente direi que "quem fala o que quer, corre o risco de que o que falou se torne verdade"
E então, aquele que disse não terá nem do que se lamentar. Você simplesmente fez o que ele disse.
Dane-se se estiver certo ou errado.
No meu caso, por exemplo, eu estou certo.
No começo me esforçava pra provar, quando posto à prova, mas com o tempo vi que era esforço em vão.
Se a pessoa não confia em você, mesmo depois de exaustivamente demonstrado que o pode, não há razão pra enfiar isso na cabeça de alguém.
Eu não fiz nada até agora, embora você não pare de acusar que fiz.
Uma hora eu solto meu ditado novo e passo a fazer, e você que conviva com as próprias palátras àsperas que usou pra me ofender.
Satisfações eu só devo a mim mesmo.

domingo, 17 de abril de 2011

Pássaro.

É quase sobrenatural, esse jeito que suas asas cintilam cores que eu sequer imaginei.
É pura sinestesia, essa sua magia de fechar meus olhos e me fazer sentir seu cheiro, seu sabor.
Você me levou pra voar durante a noite, me deixou sentir seu sabor.
Você me viciou em você.

O problema é que eu sempre soube que você nasceu pra voar.
Mas eu quero você, por isso te prendi numa gaiola.
Assim só eu posso contemplar seus movimentos.

Só que você parece tão triste aí dentro.
Você precisa de algo mais. Por que você não canta?
Nunca pretendi te prender de verdade, só te queria pra mim.
Só mais um sonho distante meu.

Vai, vou abrir a gaiola, voa.
Voa e não volta.
Se eu não te ver, espero não te sentir.
Se eu não te ver, espero um dia não sentir sua falta.

Porque, hoje eu inevitavelmente vou sentir sua falta.
Voa logo. Vou fechar meus olhos e ouvidos.
Vou fechar meu coração.

Voa pra bem longe, que é de onde eu te busquei.

domingo, 6 de março de 2011

Última chamada

Eu só preciso de um motivo
Só um
Que me faça acreditar que aquela luz no fim do túnel realmente existe.

Tenho olhado tão fixamente pra mesma direção que já nem sei se ela está lá mesmo ou sou eu quem está delirando
repetindo que ela existe a cada segundo pra ver se ela se torna real.

estou aqui sentado na estação.
Vai ver aparece um trem e me leva pra algum lugar distante.
Ou eu pulo na frente dele, e estarei além da luz.

Não faz diferença.

Ou então eu posso ficar vagando na estação, como um fantasma.
Não chegue perto. Vai sentir um toque gelado, como algo sem vida.

A estação não é um local para se fazer amigos.
Eu não quero amigos.

Quero um motivo.
Um motivo pra pensar que a vida é muito mais que isso.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tempestade em copo d'água.

A gente nunca vai se encontrar.
Isso que nos uniu foi tão frágil.
Quando eu digo frágil, digo em relação ao nosso elo, não em relação ao que eu senti
Sabe aquele momento em que você tá olhando pro céu escuro e, de repente, bem onde você tava olhando, cai um raio brilhante?
Foi tipo isso.
Foi brilhante, foi assustador, foi rápido.
Num segundo estava ali e no outro tudo era o céu escuro outra vez.

Com todo o perdão pela usurpação, mas vou usar sua frase.
Vou doar minhas córneas, porque eu não vou ver tudo.
Quem sabe elas vejam por mim depois de tudo.
Quem sabe elas vejam você por aí.
Porque a gente nunca mais vai se encontrar.