quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Abstract being
You have no home, you are in the air
or maybe it's my head flying instead
and there, above, I wonder the colour of your eyes
cuz it seems to be changing everytime
You have no name, or maybe I just forgot
or maybe I never said, or maybe I never will
because the time is a strange thing
when things are all about my ghost
You have no soul, you have no hot body
Or it's just my eyes, unable to see it burn
Or it's just my eyes, that see it more than real
tell me about your point of view
You have no voice, although I hear a breath
one diamond that you are calling me
behind this fucking mortal silence
I'll keep quiet and I shall listen
You have no face, I guess it's me who drew it
There in my mind you look so perfect
but I'm unable to trace your lips
I'm unuable to put you to exist
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Far
Sit over a mountain, up into a skyscreaper, flying on a airplane
I don't know ecxatly what I need
I need no horizons
I need to feel that nowhere is far
I need to feel I can reach all the world
maybe I'll feel free, then.
But over a moutain is not enough
feel like there's no where to call enough
Maybe that's why I love the stars, and Mars
they make my troubles look so small
as small as my sight
and like nowhere is far
But they are so far to see from a skyscreaper
I'll never be there
my troubles are here
and there's nothig that I love for here
I guess that's it
I dont look for freedom. There's no freedom
I look for a reason to be jailed
Cuz we are all jailed in this world
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Passado.
E se perguntarem de mim, diga que
eu me perdi em algum lugar do passado. Diga que eu provei de uma felicidade tão
intensa, que me fazia tão forte e otimista, que esqueci do tempo e mergulhei no
passado atrás dela outra vez.
Se perguntarem, diga que fisicamente
eu estou bem. Diga que não se sabe o que houve com minha alma.
Diga para não deixarem recados,
para não me esperarem para compromissos. Se perguntarem, diga que talvez eu
demore muito tempo para retornar.
Diga que eu fui atrás de alguém
que nem você sabe quem é, que fui atrás dos melhores sentimentos dessa pessoa.
Diga que eu disse que mergulharia bem fundo atrás deles.
Diga que, antes de ir, eu andei
por madrugadas seguidas atrás de um cheiro, farejando a brisa, e não encontrei.
Diga que encontrei maravilhas na noite, mas não encontrei a que eu queria.
Diga também que outras pessoas
surgiram. Pessoas certas, nos momentos errados. Se essas perguntarem, digam que
eu dei o meu melhor por elas, ainda que eu saiba que meu melhor não foi o
suficiente.
E se insistirem, digo, se quem
sabe do ocorrido insistir, diga para mergulhar comigo. Diga que qualquer voz
que soe mais alto que a minha é bem vinda para testemunhar em meu favor.
E, por fim, se aquela pessoa em
especial perguntar por mim, diga que nada mudou. Diga que é dela que eu fui
atrás, meio sem rumo, meio sem crença. Diga que eu não vivia por completo
depois de tudo, então fui atrás da plenitude, que eu sabia em que braços
encontrar; só não sabia se encontraria os braços certos. Diga que mudei, diga
que amadureci e, por fim, diga que eu não cometo os mesmos erros duas vezes.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Versos de um coração qualquer
Em algum lugar no sótão da igrejinha, perto do vitral, há de estar lá.
E toca notas longas na tarde abafada, o órgão.
Não sei se é de um dia do passado, ou vindouro dia dourado
Mas lá toca, triste e alegre, minha felicidade.
Tocam em tom de ré, que combina com o sol do dia
Mas há o luto, que me faz chorar até agora
Não sei de que fala a letra
mas é triste, apesar de o dia ser alegre.
E eu sozinho, tocando o órgão
Não preciso de mais nada, a canção preenche minha alma
E bom se fosse, se o tempo parasse ali mesmo
e bom se fosse se o tempo voltasse pra sempre
E por que choro em cada nota?
Acho que me lembro do meu avô, não sei
ou do pai de uma amiga, ou de algo que eu achei que tinha
O que eu fiz de mim mesmo?
Talvez devesse ser mais emoção, menos razão
Ou então sonhar mais baixo
Como se sabe onde é o chão no espaço?
Como é a dor que se sente em outra estrela?
Talvez não haja dor em outro planeta
E lá esteja um outro eu, tocando o mesmo órgão
Com a mesma canção triste-feliz
Mas as notas reverberam menos vivas.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A lógica dos tristes
E depois de muito pensar, eu ando chegando às mesmas conclusões de dezesseis anos atrás, quando eu via as coisas de um jeito mais ingênuo, mas que, invariavelmente, resultaram no mesmo destino.
Qual o sentido da vida? Sem entrar em diálogos com Deus ou o Diabo, céu o inferno... Por que estamos aqui?
Não sei. Não faço a menor ideia. E não me parece que algum dia vou chegar perto de saber. Viver não é encontrar um sentido para a vida, mas sim tocar as coisas pra frente sem entender esse sentido. Viver é ir tocando o barco, sempre a frente.
Viver não tem sentido, tem objetivo. Já que nunca vou saber o porquê de estar aqui, não devo perder meu tempo procurando a resposta. Mais inteligente seria perguntar para que estou aqui.
E só uma resposta me vem a cabeça: ser feliz. Não consigo conceber qualquer outro motivo para uma pessoa existir. Pensar que uma pessoa existe pra mudar o destino da outra é admitir que existem pessoas que têm um destino e pessoas que são instrumentos para que as outras atinjam esse destino. Nada mais ridículo. Não preciso sequer pensar para entender que, na alma, todas as pessoas devem ser tratadas como iguais, como num mesmo patamar. Quero dizer, no mundo você pode julgar as pessoas pelas suas atitudes, pelos seus comportamentos. Cada um sabe o que faz da própria vida. Mas, antes dessas atitudes e comportamentos, antes de qualquer ato, no ponto de partida, todos são iguais. Por isso ninguém está aqui para mudar a vida de ninguém. Pode até ser que o faça em algum momento de sua existência, mas esse não era seu objetivo aqui.
O objetivo de qualquer pessoa é ser feliz, o que implicar em definir o que é a felicidade, o que por sua vez é uma tarefa impossível. Se você me disser o que te faz ou faria feliz, com certeza eu vou discordar em vários pontos. E certamente você vai discordar da minha visão de felicidade. É lógico: se todos entendessem a felicidade como uma coisa objetiva, posta às claras para o público e idêntica para todos, todos iam cobiçar uma mesma coisa, e isso não daria certo. Assim, sendo a felicidade variável, torna-se perfeitamente possível que, num mundo com mais de 7 bilhões de pessoas, existam mais de 7 bilhões de tipos de felicidades, e cada um busque a sua a seu modo.
O que me parece necessário, no entanto, é que cada um decida o que é felicidade para si, e só. Não venha você, não venha ninguém dizer o que é melhor pra mim. Sou eu quem sabe da minha vida. Mesmo que você conviva diariamente comigo, você nunca vai ter passado pelas mesmas emoções, dores e alegrias que eu. Eu sou o dono do meu próprio destino. Só eu sei dos meus sonhos.
Divagado tudo isso, é que eu cheguei à conclusão: minha felicidade custa caro demais. Não sou modesto, reconheço. Eu sonho alto, não me contendo com pouco. E não estou falando (só) de dinheiro. Estou falando que a minha felicidade depende de um estado de coisas que envolve tantas variáveis, que dificilmente todas elas se combinariam do jeito que eu quero. E nenhuma outra combinação me faria feliz. Nenhuma. Daí a falta de modéstia, de humildade, em achar que todo o mundo giraria a meu modo só para me fazer feliz.
É óbvio que não vai, por isso minha felicidade custa caro demais. Isso implica em outro raciocínio: dificilmente eu serei feliz. É pura matemática. Quanto maior o número de variáveis, maior o número de possibilidades; e quanto maior o número de possibilidades, menor a probabilidade de uma delas acontecer. Minha felicidade é um cenário fático perdido entre outros milhões.
Então me restam duas alternativas: a primeira delas, que é o que venho fazendo desde os 6 anos de idade, é jogar na loteria. Tenho o bilhete da felicidade guardado na mente e, tudo que eu tenho que fazer, é torcer pra que ele seja sorteado. Ou seja, mais excesso de pretensiosismo da minha parte, que além de ser feliz, quero ousar ser sortudo.
A outra me parece muito mais fácil, mais lógica: abreviar o fracasso. Se uma coisa tem 99,9% de chances de dar errado, você a faria? Ou insistiria em a fazer? Sem moralismos e discursos heróicos, por favor. Então, viver, no meu caso, é fazer uma coisa que tem 99,9% de chances de dar errado. E cá estou eu, vivendo, com meu bilhete de loteria na mão, espalhando a infelicidade alheia por onde passo.
É egoismo, sabe, continuar vivendo e deixando pessoas importantes tristes na esperança de uma felicidade que certamente não virá? Sair por aí semeando desgosto por uma coisa que, no fim, não vai ter valido a pena? Isso, deixando claro, que só há uma alternativa: ou vive-se e destoi-se a vida alheia, ou morre-se.
Minha felicidade custa caro. Custa a felicidade de outras pessoas. Então, em sendo assim, desistir de ser feliz é um ato de covardia ou de heroísmo? É falta de amor próprio ou excesso de amor alheio? E insistir em ser feliz é egoismo ou determinação? Insistir em ser feliz é um fim que justifica os meios?
Não sei a resposta. Sei que, se eu não estiver aqui, não precisarei me importar com as respostas.
E a cada dia que passa, eu tenho me importado menos com as coisas.
sábado, 4 de agosto de 2012
Perfeição desfeita.
Olhe, pois, a aberração
Observe bem o pobre diabo que pôs no mundo.
Veja como é horrível, com dois braços e duas pernas.
Perceba que hediondo, com esse tronto ereto.
Olhe, pois, a aberração
de mil talentos disperdiçados
em adoração à sua origem
e façanhas de nenhuma importância
Olhe, pois, a aberração
de cabelos lisos, tão normais
de mente brilhante, e você sabe
de mente brilhante e perturbada.
Olhe, pois, a aberração
que tal como você, carrega um coração
que bate, que luta, que sente
Que você fez questão de quebrar em cem pedaços
Olhe, pois, a aberração
Tão simétrica, tão parecida
com o ser humano que lhe dera vida.
Olhe nos seus olhos, e perceba o nojo que nela despertou.
Olhe nos seus olhos, antes lindos, agora chorosos
Triunfe, anomalia. Sua cria desgarrou.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Amores Antagônicos
Seu Deus não existe.
Como pode um Deus de amor condenar o amor?
Como pode o amor incondicional impor condições ao próprio amor?
Como pode o destino de quem ama ser o inferno?
Suas condições são pesadas demais para mim
eu, que passei longe do perfeito, aos seus olhos sou ainda pior
Não há o que ser feito
Eu sou o que sou, por mais que você, infelizmente, não suporte isso
E você consegue tornar tudo tão pior
consegue me deixar mais sem chão do que eu já estou
Age como se eu fosse um monstro, um demônio, um traidor
E se esquece que não fui eu quem escolheu isso tudo
Pode alguém ser condenado por algo que não escolhe?
Pode? Pelas leis dos homens, pelas leis de Deus, pelas leis da lógica?
Pelas leis do amor?
Se pode, Deus não existe.
Se pode, continue me tratando assim.
Porque eu suportaria a reprovação do mundo, se preciso
Mas não suportaria a sua reprovação
Principalmente quando tudo o que eu fiz foi tentar te poupar
Eu nunca vou satisfazer suas expectativas
Não que eu não quisesse, mas porque eu não posso
como não pode uma árvore estéril dar frutos
Nem que se reze incessantemente pro seu Deus.
Já me tiraram a fé
Já me tiraram um bom coração
Não me tire as raízes, por favor.
Não me faça renunciar a um amor.
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